A calçada portuguesa é um dos mais icónicos elementos da identidade e cultura nacionais, apreciada pela sua beleza e singularidade. No entanto, a arte enfrenta desafios que ameaçam a sua continuidade. A preservação de tão importante património exige o reconhecimento e valorização dos mestres calceteiros, verdadeiros guardiões desta técnica.
Após três anos de trabalho, a Associação da Calçada Portuguesa reuniu o apoio de mais de 50 calceteiros de todo o país, a colaboração de oito municípios – Braga, Estremoz, Faro, Funchal, Lisboa, Ponta Delgada, Porto de Mós e Setúbal – e o apoio de mais de vinte instituições ligadas à cultura, academia, formação, organizações profissionais e confederações de trabalhadores. Esta mobilização demonstra a relevância nacional da calçada portuguesa e a necessidade do seu reconhecimento.
Além do seu valor cultural, a calçada portuguesa constitui um ativo estratégico para Portugal, contribuindo para a valorização urbana, o turismo e a projeção da cultura portuguesa no contexto global. A sua presença em diversos países historicamente ligados a Portugal, reforça o seu papel como veículo de afirmação cultural.
Em 2021, a Associação da Calçada Portuguesa conseguiu a inscrição da “Arte e Saber-Fazer da Calçada Portuguesa” no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial. Agora, com esta candidatura à UNESCO, o objetivo é ampliar este reconhecimento e afirmação.
Com esta candidatura da Arte e Saber-fazer da Calçada Portuguesa” à UNESCO, pretende-se garantir que a calçada portuguesa continue a ser um símbolo vivo da cultura nacional, respeitado e apoiado, e que os seus mestres calceteiros recebam o reconhecimento que merecem.